terça-feira, 17 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
O município de Jequitinhonha tem até esta sexta-feira, dia 13, para enviar projeto que trate da instalação do campus da UFVJM
A comissão Pró-Instalação de Campus da UFVJM – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – em Minas Novas-MG , participou nesta segunda-feira (09/01/12), de reunião com professores da UFVJM, membros da comissão responsável pela elaboração do estudo técnico das cidades que almejam receber campus da Universidade e que servirá como base para a votação de qual cidade entrará no PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional – da UFVJM.
Durante a reunião, foi apresentado aos professores da UFVJM o projeto elaborado pela comissão minasnovense que pleiteia campus da Universidade na cidade. No projeto, foi demonstrado as vantagens da cidade em ser sede do campus no Alto-Jequitinhonha, como localização geográfica, numero de estudantes com idade acadêmica (18 a 24 anos), sendo esta superior, inclusive, às demais cidades de Capelinha Itamarandiba, mesmo estas contando com população maior que a de Minas Novas, segundo dados do IBGE 2010.
Foram apresentadas, ainda, a enorme contribuição de Minas Novas para a história não só do Vale do Jequitinhonha, mas de Minas Gerais e Brasil. Minas Novas seja talvez a única cidade do ciclo do ouro que não possui uma universidade federal. Historicamente, cidades com tradição e cultura possuem universidades públicas, o que não ocorreu com Minas Novas.
No projeto, foi enaltecido as condições positivas em receber o campus, como três possibilidades de terreno próximo a cidade, todos a menos de dois quilômetros do centro da cidade.
Todas as cidades que pleiteiam campus da UFVJM, Minas Novas, Capelinha e Itamarandiba (Alto-Jequitinhonha), Itaobim e Araçuaí (Médio-Jequitinhonha) e Almenara, Pedra Azul e Jequitinhonha (Baixo-Jequitinhonha) terão que enviar um projeto até esta sexta-feira (13/01/2012), que será analisado pela comissão responsável.
Conforme esclarecido pela comissão, o projeto por eles elaborados servirá de base para a decisão do CONSU (Conselho Universitário) das três cidades que serão incluídas no PDI. Foi esclarecido, ainda, que a inclusão no PDI não é garantia de instalação de Campus nas cidades escolhidas. Cada cidade deverá, através da força política, pressionar posteriormente no MEC para que as cidades sejam contempladas com campus universitário.
A decisão final do CONSU sobre as cidades que deverão estar no PDI final sairá em fevereiro, provavelmente na primeira sexta feira de fevereiro ou após o carnaval.
Fonte: blog do Jequi.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Receitas de Ano Novo, algumas mais.
Sim, prezado leitor, como você percebe agora, não ganhei na mega-sena da virada. E vejo que você também não. Decepcionante, não? Provavelmente, se tivesse ganhado, eu estaria em qualquer canto da Grécia, onde os transportes coletivos se chamam, literariamente, metáfora, e esta coluna não seria escrita. E, provavelmente, se você tivesse ganhado não estaria se torturando, neste momento, ao ler estas maltrapilhas reflexões. Espero, então, já que não tivemos sorte no jogo, que o Amor continue a ser a minha e a Vossa sorte predileta. Espero também que este ano seja bem melhor para todos nós. E digo-lhes: desta vez procurei fazer a minha parte. Confesso-lhes, nunca fui muito chegado em simpatias. Entretanto, escolhi várias do senso comum e resolvi praticá-las vorazmente. Quem sabe não dá certo! Tudo bem! Vez por outra penso: se simpatia dá certo, por que são repetidas todos os anos? Por outro lado, nunca vi ninguém afirmar que simpatia dá azar. Por isso, pratiquei-as sem saber se, nesta história, falo a verdade ou se inventei. Mas, pratiquei-as! E aconselho vocês a fazerem o mesmo, ainda que em atraso. A primeira simpatia que pratiquei foi o banho de sal grosso. Os banhos com água salgada e ervas são muitos comuns para renovar energias. Além disso, o sal, em muitas culturas, serve para purificar os ambientes e dar gosto à vida. Na língua ioruba, é designado pela palavra Ivo, que significa alegria. Há cinco mil anos o engenheiro romano Peccius o usava como moeda para pagar operários. Daí que veio a palavra salário. Assim, como energia, purificação, gosto à vida, alegria e salário (bem gordo, de preferência) não fazem mal a ninguém, e como não tenho pressão alta, caprichei no banho! Depois, chegou a hora de escolher a roupa. Claro, o branco prevaleceu, pois trata-se de uma tradição trazida ao Brasil por tribos africanas durante o período da escravidão. De acordo com tais tradições, o branco tem o significado de paz e purificação. Posso não acreditar muito em simpatias, mas nunca desrespeito tradições. Parodiando a música, “amor é amor, romance é romance, um lance é um lance” e tradição é tradição. Por minha conta e risco sem graça parodiei a música, vesti o branco e o mesclei com outras cores.
Coloquei um cordão de ouro, porque o amarelo atrai dinheiro. Uma blusa branca e verde, pois a última cor traz saúde. Um tênis branco e violeta, pois a última traz elevação espiritual. Uma meia branca e azul, pois a última traz esperança. E um relógio vermelho (sim, um relógio vermelho, Crerdospade!) para o Amor. Tudo bem que o Amor que tenho é muitezamente suficiente. Mas, um simpatiazinha para mantê-lo não é nada mal e vale o sacrifício! Em seguida, antes de descer para a praça de Eventos parecendo um arco-íris, fiz o meu banquete. Tudo bem, não era igual ao de Platão. No entanto, teve lentilha, que, segundo a tradição grega, atrai riqueza. Teve romã, em sete pedaços, lógico, e com direito a sementes dentro da carteira, visto que essa fruta é historicamente associada à fecundidade, à riqueza e à paixão. Tiveram nozes, avelãs e amêndoas que, respectivamente, para os romanos, estão relacionadas à prosperidade, à fartura de alimentos e à proteção dos efeitos do álcool. Tiveram as doze uvas, uma vez que elas são relacionadas à fartura desde que os imigrantes italianos e portugueses trouxeram para o Brasil o costume de guardar as sementes dessa fruta para atrair prosperidade. E, finalmente, tiveram as carnes, mas nada de aves ou caranguejos que ciscam ou andam para trás, e sim porcos ou peixes que fuçam ou nadam para frente e, por isso, atraem prosperidade. Após o banquete, desci para a praça, torcendo para não ter uma indigestão. Lá, brindei a chegada do ano novo com vinho e champanhe que, como versa a crença popular, por serem feitos de uva, atraem sorte e prosperidade. E se você, leitor atento, acha que me esqueci dos três pulinhos com a taça de vinho e champanhe na mão, sem derramar uma gota sequer, e, posteriormente, de jogar a bebida para trás, pode tirar seu pônei da chuva. Fi-los como reza a lenda e usando uma taça de cristal, que purifica as energias. Por fim, para terminar o ritual das simpatias, fui até o rio Jequitinhonha, ao som da banda Delírios. Lá, ofereci, através das águas do “Mar de Minas”, flores, velas, perfumes, sabonetes e bebidas para Iemanjá para que tal Deusa arrastasse os problemas para o fundo do mar e devolvesse, através das marolas do Jequitinhonha, a esperança de um futuro melhor. Ensaiei também os sete pulinhos sobre as marolinhas do rio para invocar os poderes da mesma Iemanjá, que, de acordo com a umbanda e o candomblé, purifica o espírito e dá forças para vencer os obstáculos do ano que está por vir.
Não sei muito bem se tais simpatias darão certo. Por precaução, adotei a minha boa e velha simpatia de toda virada de ano: assistir, por três vezes seguidas, a partir da uma da manhã do dia 1 de janeiro, ao filme “O Rei Leão”. Ela, garanto, não falha! Como não falham, certamente, as simpatias ou não simpatias de milhares de vocês. Niilistas ou não, o que vale, neste início de ano, são os desejos de um mundo melhor. O poeta Affonso Romano de Sant’Anna, no poema “Vai, ano Velho”, diz “vai, ano velho, vai de vez/vai com tuas dívidas/e dúvidas, vai, dobra a ex-/quina da sorte, e no trinta e um/à meia noite, esgota o copo/e a culpa do que nem me lembro/e me cravou entre janeiro e dezembro”. Já no poema “Receita de Ano Novo”, que, inclusive, serve como inspiração para o título deste texto, o poeta Carlos Drummond de Andrade afirma “Para ganhar um Ano Novo/ que merece este nome,/você, meu caro, tem de merecê-lo,/tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,/mas tente, experimente, consciente./É dentro de você que o Ano Novo/cochila e espera desde sempre. Então,convido-lhes, prezados leitores, para, neste ano, fazermos diferente. Muito mais do que desejar aquela viagem dos sonhos, do que visar a um aumento ou encontrar uma alma gêmea. Muito mais do que colecionar simpatias em benefício próprio, convido-lhes, antes, a refletirmos juntos, como sempre fizemos aqui. A cidade de Jequitinhonha se aproxima de uma nova eleição municipal. Creio que a mais importante da nossa história. E sabe por quê? Pela primeira vez o município chegará a uma eleição estruturado, com perspectiva de desenvolvimento e, sobretudo, com dinheiro em caixa. Tal situação despertou o interesse de políticos que já conhecemos e dos quais não temos nenhuma saudade por “conta” das “contas”, do faz-de-conta e da calamidade que aqui criaram e também de políticos que se oferecem como nova opção, mas que se ocultam por trás dos seus narcisismos inertes e frágeis, e da falta de projetos. Portanto, acredito que chegou a hora de darmos exemplo e superarmos picuinhas, ideologismos partidários, individualismos exacerbados e rixas ridículas em nome do coletivo. Comece a pensar. Será que vale a pena mudarmos de projeto político? Será que vale a pena corrermos o risco de Jequitinhonha voltar a ser a “aldeia de Potemkin”, que, sumariamente, ganhou este nome por ser uma espécie de construção literal ou figurada destinada a esconder situações indesejáveis? Será que vale a pena voltarmos a ser a terra do “nunca” ou do já foi? Será que vale a pena retornarmos a um passado de sono e abandono? Hoje, vejo uma Jequitinhonha que tem orgulho de cantar seu hino. E é essa a terra que quero manter.É essa terra que espero que continue no caminho do crescimento e desenvolvimento. E você?O que quer? A Jequitinhonha que dá certo? Ou a volta da Jequitinhonha que nunca deu certo? Termino com as palavras de Affonso Romano e de Drummond, misturadas, uma vez que para ganharmos um Ano Novo sem dúvidas, dívidas e culpas que não lembramos, para merecê-lo, fazê-lo diferente, temos que experimentá-lo, conscientemente,pois é dentro de nós que ele cochila e espera desde sempre.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Do espelho opaco do carro
Namoradeira na janela personificada
relâmpagos
penumbras
tarde sombria
chuva sem ação.
Namoradeira de olhar parnasiano,
perdido no assoalho vadio da vida.
Remorso.
Danação.
Namoradeira sem namorado
um conto de fadas não contado
na paisagem do Vale do Jequitinhonha.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Cidade de Jequitinhonha ainda não apresentou seu projeto para ter a UFVJM. Capelinha, Almenara e Araçuaí largam na frente
Ministério da Educação garante: UFVJM abrirá campus em cidades do Vale
Ministério da Educação garante: UFVJM abrirá campus em cidades do Vale
Uma grande notícia para todo o Vale do Jequitinhonha: nesta terça-feira, 06.12, o Secretário de Educação Superior - SESU do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, garantiu que a UFVJM – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri terá sua expansão com abertura de campus na região, a partir de 2013.
O anúncio foi feito a uma comitiva de 16 lideranças (5 prefeitos, 4 vereadores, líderes sindicais/partidários e representantes do Movimento A UFVJM é nossa!) das microrregiões de Capelinha e Almenara. A audiência foi marcada, acompanhada e coordenada pelo deputado federal e presidente do PT, Reginaldo Lopes. Também o deputado federal Leonardo Monteiro esteve presente.
O Secretário da SESU disse que conhecia bem a região, principalmente o Alto Jequitinhonha.
Estavam presentes na Audiência os prefeitos Pedro Vieira, de Capelinha; Carlos Magno Ferreira, de Água Boa; Zélia Cardoso de Souza, de Angelândia, do Alto Jequitinhonha; Fabiany Ferraz, de Almenara e Raniene Jose da Silva, de Santo Antônio do Jacinto, do Baixo Jequitinhonha; três vereadores de Capelinha, Cleuber Luiz, Wilson Coelho e Laerte Barrinha, além do presidente da Câmara de Água Boa.
O Movimento A UFVJM é nossa! estava representada por Álbano Silveira Machado, de Berilo, e Hélio Souza, de Capelinha. Terezino do Sindicato, Fátima Pimenta e Nicinha estiveram presentes como representantes sindicais, de movimentos sociais e partidários de Capelinha, e Aécio do Sindicato, de Almenara. A Comitiva de Capelinha foi liderada por Welito Vitor, Chefe de Gabinete da Prefeitura.
Estavam presentes na Audiência os prefeitos Pedro Vieira, de Capelinha; Carlos Magno Ferreira, de Água Boa; Zélia Cardoso de Souza, de Angelândia, do Alto Jequitinhonha; Fabiany Ferraz, de Almenara e Raniene Jose da Silva, de Santo Antônio do Jacinto, do Baixo Jequitinhonha; três vereadores de Capelinha, Cleuber Luiz, Wilson Coelho e Laerte Barrinha, além do presidente da Câmara de Água Boa.
O Movimento A UFVJM é nossa! estava representada por Álbano Silveira Machado, de Berilo, e Hélio Souza, de Capelinha. Terezino do Sindicato, Fátima Pimenta e Nicinha estiveram presentes como representantes sindicais, de movimentos sociais e partidários de Capelinha, e Aécio do Sindicato, de Almenara. A Comitiva de Capelinha foi liderada por Welito Vitor, Chefe de Gabinete da Prefeitura.
Da esquerda para a direita: Vereador Cleuber Luiz, Terezino do Sindicato, Pedro Vieira (prefeito Capelinha), Deputado Reginaldo Lopes, Secretário da SESU, LUiz Cláudio Costa, Zélia Cardoso (Prefeita Angelandia) e Fátima Pimenta (Capelinha).Após a fala de todos os presentes, o professor Luiz Cláudio Coutinho registrou a prioridade que o governo Lula deu à educação superior, realizando a sua interiorização com a criação de Universidades Federais. E arrematou: de 10 Universidades criadas, 9 tiveram a nota 4 no ENADE, em uma escala de 0 a 5, mostrando que os habitantes destas regiões esquecidas pelo Estado davam resposta positiva com o aproveitamento dos seus estudantes. Afirmou que a Presidenta Dilma dava continuidade à política educacional do Presidente Lula e que anunciaria nova criação de campus, em 2012.
Informou que não poderia precisar quantos campi seriam criados e em quais cidades. Somente no segundo trimestre de 2012 poderia divulgar os resultados de um estudo técnico que seria feito pelo MEC.
Informou que não poderia precisar quantos campi seriam criados e em quais cidades. Somente no segundo trimestre de 2012 poderia divulgar os resultados de um estudo técnico que seria feito pelo MEC.
Critérios para instalação de campus
Adiantou alguns critérios, entre outros, que seriam necessários para a instalação de campus:
1 - Estar a uma distância de 200 km de outros campi já instalados;
2 - Ter uma densidade demográfica e educacional de ensino médio que justifique tal projeto;
3 - Possuir infra-estrutura urbana e operacional de serviços públicos e privados;
4 – Possuir uma facilidade de acesso às cidades vizinhas. Este acesso, segundo o REUNI, deveria contemplar um universo mínimo de 200 mil habitantes. A região com maior densidade populacional seria priorizada;
5 – Oferecer a contra-partida local com doação de terreno para construção da infra-estrutura do campus.
Luiz Cláudio disse que muitas cidades gostariam de ter um campus, porém os critérios técnicos acima deveriam ser seguidos e sua estrutura mínima inicial teria 5 cursos.
As cidades de Capelinha, Araçuaí e Almenara, no Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha, respectivamente, já apresentaram seus projetos, mostrando viabilidade técnica e geopolítica em suas candidaturas. Estas cidades se candidatam a ser sedes dos 3 campi, conforme aprovação do CONSU – Conselho Universitário da UFVJM.
Os projetos atendem a todos os critérios exigidos pelo MEC e Reitoria da UFVJM.
Da esquerda para a direita: Welito Vitor (Capelinha), vereador de Água Boa, Hélio Souza (Capelinha), Álbano Machado (Berilo), Fabiany Ferraz (Prefeita Almenara), Raniene da Silva (prefeito Santo Antônio Jacinto), deputado federal Leonardo Monteiro (PT-MG). De costas: Deputado federal Reginald Lopes e Secretário da SESU, Luiz Cláudio Costa.
Outras cidades do Vale do Jequitinhonha se movimentam para também apresentarem seu desejo de ter um campus. Itaobim, no Médio Jequitinhonha, também apresentou projeto técnico procurando se viabilizar como sede de campus.
Recentemente, nos últimos 15 dias, duas cidades do Alto Jequitinhonha, Minas Novas e Itamarandiba, também se apresentam como candidatas, fazendo manifestação pública nesta sexta-feira, 09.12, em prol de um campus da UFVJM.
Recentemente, nos últimos 15 dias, duas cidades do Alto Jequitinhonha, Minas Novas e Itamarandiba, também se apresentam como candidatas, fazendo manifestação pública nesta sexta-feira, 09.12, em prol de um campus da UFVJM.
Fonte: blog do Banu
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Carta do Joãozinho jequitinhonhense para Papai Noel (Texto do mês de dezembro da minha coluna no jornal Informativo, de Jequitinhonha)
Olá Nolas, como vc tá, meu chegado? Sei que não tenho me comportado bem nos últimos anos, sobretudo, com a minha professora de português. Mas, responda-me, se as aulas são de português, por que são dadas por professores brasileiros, e não por lusos? Isso me deixa confuso. Por isso, gosto de fazer piadas para ver se o professor brasileiro desiste e se contratam o tal professor de Portugal para nos dar aulas de português. O pior é que brasileiro não desiste nunca... que saco! Não sei por que a minha professora insiste em dar aula para a gente. Ela vive reclamando de seu salário miserável. Depois que os deputados mineiros aprovaram um tal de subsídio então... só vive xingando (xingar é com x?) e chorando... tenho pena dela... Mudando de assunto, fiquei sabendo que o Senhor se recupera de uma cirurgia de ponte de safena e que tem sofrido com problemas de diabetes e de pressão alta. É verdade? Se for, força, véi! Tamo junto e misturado! E vê se faz um regimezinho! Tenho visto umas fotos suas e sua pança está quase maior que o Globo Terrestre! Se “querer”, vc pode caminhar com o meu pai no asfalto! Se cuida mano, as crianças precisam de vc e ainda mais dos seus presentes! Outra coisa que queria lhe perguntar, antes de começar os meus pedidos. Para onde devo mandar as minhas missivas? (gostou desta Nolas? Aprendi com a professora de português que missiva é carta!) Para o Polo Norte? Ou para as montanhas de Korvatunturi, na Lapônia, Finlândia? Nunca sei seu verdadeiro endereço. Vai ver que é por isso que nunca respondeu às minhas cartinhas. Aliás, ano passado fiz uma meia gigante para vc deixar a minha bicicleta. E não adiantou nada. Acho que a grana devia estar curta, pois achei lá dentro somente um pedaço de carvão. Não entendi... Neste ano, aumentei o tamanho da meia. Quero uma Bis! Aumentei tb o tamanho da chaminé aqui de casa. Vc pode não ter conseguido entrar por ela.
Vamos a minha lista. O primeiro pedido é para a minha professora...mesmo com um salário indigno, com as péssimas condições de trabalho, com a indiferença de todos em relação a sua profissão (Nolas, profissão é com ss ou com ç?) e com a minha bagunça (é com ç mesmo, né?), ela sempre nos tratou com carinho, respeito, amor e dedicação. E olha que eu tenho dado trabalho a ela... Peço ao Senhor, então, que melhore as condições da Educação no Brasil. Mesmo porque, sei que se a professora ficar mais feliz, pode ser que eu ganhe um dez, pela primeira vez. E imagina se ela descobre que eu pedi isso para o Senhor...aí sim, deixarei de ser motivo de piada em todo o país... O segundo pedido é para a minha namorada, Mariazinha. Queria pedir que o Senhor a protegesse. Que fosse o Anjo da guarda dela. Ela é huber-especial. Porém, como está velhinho e não conseguirá protegê-la o tempo todo, quero que crie o melhor Anjo da Guarda que fora inventado. E que ele seja Eunuco, viu? Quero, de muiteza, de querência, e de amorizade me casar com a Mariazinha e ter o Joãozinho Júnior com ela. Afinal, as piadas sobre Joãozinho têm que continuar divertindo a galera. Prometo que se cuidar dela, e nunca deixá-la triste, passo a me comportar melhor. Sem cruzar os dedos! Ah, e nada de elfos mágicos ou renas voadoras quando for deixar os presentes da Mariazinha. Ela tem medo deles. O terceiro pedido é para a minha irmã. Fácil, fácil! É só o Senhor trazer um saco cheio de blush, lápis de olho, sombra, batom, cinto, sapato, calça...enfim...talvez novas medidas no manequim tb...ela vive reclamando que está gorda! Vc sabe! Coisas femininas! Peraí! Se não for pedir demais... minha irmã tb quer que, na novela das seis, uma tal de “A Vida da Gente”, a Ana fique com o Rodrigo. Tô doido para essa novela acabar! Assim, junte esse casal logo, porque aí terei a paz de ver meu Chaves sossegado (sossegado é com um s ou com ss?), novamente. O quarto pedido que faço é para a minha Mãe. Ela tem sofrido muito com doença de Chagas. Por isso, quero que vc dê a ela um novo coração. A situação dela piorou quando morávamos no Morro do Alemão, no Rio. O ex-presidente, um tal de Fernandinho Beira-Mar... Ah, não! É outro Fernando. É o Henrique Cardoso. Ele disse, em agosto de 1.998, que "Não vamos prometer o que não dá para fazer. Não é para transformar todo mundo em rico. Nem sei se vale a pena, porque a vida de rico, em geral, é muito chata". Meu pai estava desempregado na época. E ficou muito magoado com essa frase. Meu pai dizia que chato é ver o filho sem nada para comer. Chato não, insuportável. E dizia tb que não queria ser rico, só queria ter oportunidade. Minha mãe, vendo a tristeza do meu pai, ficou triste tb. Porém, a tristeza do meu pai, quando Lula assumiu, passou. A da minha mãe não passou mais não. Por isso, quero um novo coração para ela, para que não fique sentindo tantas dores.
Falando no meu pai, não preciso pedir mais nada para ele. O presente dele o Senhor já deu. O Cruzeiro, time pelo qual ele torce, não caiu para a segunda divisão. E ainda por cima ganhou do Galo por seis a um. Melhor presente que este, não há! Assim, o quinto pedido é para o meu irmão. Todos os anos ele passa o carnaval longe de nós. A desculpa dele é sempre a mesma. Que o carnaval daqui de Jequitinhonha apresenta a mesma coisa. Segundo ele, o carnaval daqui não conseguiu se reinventar desde que o rio Jequitinhonha perdeu suas praias. Logo, peço ao Senhor que reinvente o carnaval daqui. E que me desculpe pela repetição do “daqui”. Gosto muito do meu irmão. E quero que ele fique conosco. E veja a Mulinha desfilar. E aproveite o Jequitinhonhense Ausente. E a Banda Mole. E o Kambaliandos. E etc... Mas, o problema é que todo ano contratam bandas de Baile para o carnaval. E nem eu consigo me animar assim. Outra coisa é que não tem nada na cidade durante o dia. Por que não incentivar alguns blocos a saírem durante o dia? Por que não fazer um palco em frente ao Hotel Bela Vista que funcione, no período diurno, com atrações locais? Por que não trazer de voltas as barracas beira-rio que tanto animavam o carnaval? Por que não? Por que não? Por isso, dê seu jeito Nolas. Porque se for para gastar dinheiro e para farrear, quero que meu irmão gaste e farreie aqui, perto de nós! E pode começar a pensar no carnaval, porque as outras cidades já o estão fazendo! E tenho dito, hum! Por fim Nolas, chegou a vez do meu pedido. Ele é mais que especial. Quero muito a minha Bis, como já disse. Mas, quero mesmo e mais é que o campus da UFVJM venha para Jequitinhonha. Ano que vem inicio o segundo grau. E depois que terminá-lo? Terei que deixar a minha família? Terei que deixar esta cidade que amo tanto? Não, Nolas! Não quero! Por isso, o pedido mais importante e primordial deste Natal é o campus da UFVJM aqui. Para que tantos Joãozinhos, como eu, tenham uma grande oportunidade. Uma grande e nova oportunidade. E para que Jequitinhonha tb tenha a oportunidade de ser ainda melhor. E de começar o ano que vem sendo melhor pela Educação. Por isso, peço a vc Nolas que una, cada vez mais, o Executivo, o Legislativo, a sociedade Jequitinhonhense, a Secretaria de Educação e todos quantos possam se interessar a favor deste bem comum. Espero, ansiosamente, que os meus pedidos, neste ano, se realizem. Abraços! Joãozinho Jequitinhonhense! Ps: deixei uma coxa de peru e um copo de coca-cola para você ao lado da chaminé!
Jequitinhonha: outros olhares
Ontem, dia 5 de dezembro, fora inaugurada a Exposição de Natal da Casa de Cultura de Jequitinhonha. Vale muito a pena conferir!
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