sexta-feira, 13 de abril de 2012

Município de Jequitinhonha é contemplado com 50 casas do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.

O Governo Federal selecionou 2.582 municípios de até 50 mil habitantes para construir mais 107.348 unidades habitacionais pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV 2), com investimento de R$ 2,8 bilhões. Do total de selecionados, 1.163 estão sendo contemplados pela primeira vez por esta modalidade e 1.419 já haviam sido selecionados pelo MCMV 1.  
O Ministério das Cidades divulgou que o nível de pobreza foi o critério que mais pesou na escolha dos 2.582 municípios. 


Minas Gerais teve 211 cidades selecionadas e 7.866 famílias serão beneficiadas. Destas, 34 cidades estão no Vale do Jequitinhonha, com 1.338 famílias a serem beneficiadas.


A ideia é fazer com que o programa alcance ainda mais o seu objetivo de dar condições para as famílias de baixa renda ter acesso a moradia digna.
O programa nessa modalidade visa atender famílias que possuem renda mensal de até R$ 1.600,00, residentes em áreas urbanas.
Os empreendimentos são de pequeno porte e as propostas foram limitadas a 50 unidades habitacionais por cidades. Os estados também puderam cadastrar uma proposta para municípios de até 20 mil habitantes e duas em municípios entre 20 e 50 mil habitantes.
A parceria com municípios e estados é ainda mais importante nessa modalidade. As propostas apresentadas contêm contrapartidas que facilitam a execução do empreendimento, como terreno, por exemplo, item obrigatório que poderá ser de posse do beneficiário ou cedido pelo proponente.
O governo federal vai conceder subsídio de R$ 25 mil por unidade construída.
Com informações do Ministério das Cidades
Cidades do Vale contempladas
ALTO JEQUITINHONHA
Município – Quantidade de casas
Diamantina – 50
Felício dos Santos – 40
Itamarandiba – 16
Minas Novas – 50
Rio Vermelho – 30
Turmalina – 40
MEDIO JEQUITINHONHA
Araçuaí – 50
Caraí - 50
Francisco Badaró – 40
Itaobim – 50
Jenipapo de Minas – 20
Monte Formoso – 40
Novo Cruzeiro – 50
Virgem da Lapa – 40
BAIXO JEQUITINHONHA
Divisa Alegre – 40
Felisburgo – 30
Jacinto – 40
Jequitinhonha – 50
Joaíma – 40
Mata Verde – 40
Palmópolis – 16
Rio do Prado – 50
Salto da Divisa = 40
Santa Maria do Salto – 40
REGIÃO SEMIÁRIDO
Bocaiúva – 50


Botumirim - 40
Cristália – 40
Grão Mogol – 40
Novorizonte – 40
Olhos Dágua – 40
Padre Carvalho – 40
Rio Pardo de Minas – 50
Rubelita – 26
São João do Paraíso - 50

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Apenas mais uma tentativa (Poema para Juliana Fagundes Cunha Lage)



O teu corpo
É um delírio hipnótico de invés e talvez,
invenção súbita entre o provável e o improvável.

O teu corpo é o Barco Ébrio
e o raríssimo sentimento à deriva
que reduz as palavras às simples constatações.

O teu corpo é a ideia irredutível,
Não só um Ela É,
Mas um Ela E,
como prece solta pluralmente no tempo,
como o corpo sem órgãos deleuziano,
o ovo de dogon e a repartição de intensidades.

O teu corpo
O teu corpo não é só corpo enquanto matéria
mas a abstrata força de entretantos
que entre tantos, foge desassossegado do banal.

O teu corpo 
O teu corpo não é corpo arbitrário a outros olhos, é mágica, é exceção, é convencimento de que outrora e toda hora o amor pode ser inventado e inevitavelmente conduzido por esse inominável silêncio interrogativo que me pergunta, frequentemente, a secreta expressão que levas em ti...

Igreja do povoado do Caju, no município de Jequitinhonha



O sol inconsciente
A torre desbotada
A sombra desumana
O céu sem fundo
O sino silencioso
A cruz calada.

Todas as imagens se somam
e se escondem nos ventos do Caju.

MEC lança programa de educação para o campo nesta terça

A presidenta Dilma Rousseff deve anunciar na próxima terça-feira (20) o Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo) para impulsionar a qualidade da educação rural. O programa prevê construção e reforma de escolas, qualificação de professores e a criação de grades curriculares e disciplinas específicas, adaptadas à realidade dos estudantes que vivem na zona rural.

As escolas localizadas em áreas rurais respondem por 12% das matrículas de educação básica no País. Os indicadores educacionais do campo são bastante inferiores aos verificados nas áreas urbanas. Enquanto a taxa de analfabetismo no País - na população com mais de 15 anos - é 9,6%, na zona rural o índice sobe para 23,2%. Apenas 15% dos jovens de 15 a 17 anos do campo estão no ensino médio e só 6% das crianças até 3 anos têm acesso à creche.
Entre as ações previstas está a produção de material didático específico para as escolas rurais, que abordem os temas da realidade do campo. Até este ano, os estudantes recebiam os mesmos livros que eram enviados ao restante do país.
O programa também prevê a construção de novas escolas, cursos de formação continuada para professores e melhoria na infraestrutura das unidades – cerca de 11 mil escolas do campo ainda não contam com luz elétrica, número que representa 15% do total. Segundo relatório do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a maioria também não tem laboratório, biblioteca ou espaços de lazer.
O Pronacampo foi encomendado por Dilma ao Ministério da Educação em 2011. O processo de negociação também envolveu reuniões entre entidades e movimentos sociais ligados ao campo e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Fonte: Portal IG

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Visita a Escola do Projeto Craúno

Estas são Nelma(Dir) e Teresa(Esq), cantineiras da Escola Municipal do Craúno, zona rural do município de Jequitinhonha. Visitei a escola para realizar levantamentos para a secretaria de Educação e fui recebido por uma alegria solta e contagiante, algo inato ao povo do lugar. Destaco o tempero das duas e o jeito desconfiado e muito receptivo de ambas.Aprendi bastante!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Gratificante homenagem que meu primo, Felipe Machado, fez para mim.

Tica, só hoje consegui finalizar um texto que fiz pra você, assim que li seus agradecimentos na tese do mestrado. Não se importe com a simplicidade, mas traduz, parcialmente, a mensagem que queria te transmitir.

Ao poeta, amigo, irmão.
A sua história não começou há pouco. Não no seu nascimento, nem no nascimento de seus pais. Não com nossos avós, mas antes destes. A sua história se iniciou junto à dos criadores de Jequitinhonha.
Neste Vale de artistas discretos, você quebrou a timidez que lhes é imposta e os apresentou ao mundo. Revelou aquilo que temos de melhor e fez todo o resto entender o valor de cada palavra ali inventada, cada sotaque aberto ouvido, cada música nas rodas cantada. O seu trabalho, escrito com suor e poesia, talvez seja o melhor retrato já feito de Jequitinhonha. Este retrato não expõe somente a nossa paisagem. Ilustra também a sua vida. Vida que acaba por percorrer as curvas do nosso rio, que se evapora com o calor das nossas terras e que retorna ao chão com as lágrimas que caem dos nossos rostos, agora emocionados.
Thiago, eu sinto orgulho de você. Nossa família sente orgulho de você. Sei que, dessa forma, não só mantém a poesia de Jequitinhonha viva, como também nos faz sentir autores desse espetáculo.
Todos nós, jequitinhonhenses, agradecemos a sua homenagem. Obrigado por me permitir fazer parte dela.

domingo, 1 de abril de 2012

Mestre, com carinho!

                                          Professores Doutores Maria Ângela (UFSJ), Ilca de Vieira (Unimontes) e Anelito de Oliveira (Unimontes)

                                          Meus pais e meu irmão, presentes na defesa

O meu Muito Obrigado a todos aqueles que estiveram comigo, direta ou indiretamente, durante dois longos, prazerosos e árduos anos de escrita da dissertação. Meu título de mestre é, de certa forma, de todos vocês. Gostaria de agradecer aos meus familiares o apoio que me deram e o enorme carinho. Em especial, à tia Sandra, segunda mãe que sempre zelou pelo Patrimônio do Amor e ao tio Zé, que me mostrou que a Educação necessita ser alfabetizada; que a Casa do poeta é o Mundo; e que o povo do Vale não é mito, é questão. Aos meus pais, Maria Lúcia Machado de Matos Silva e Oscar Eurípedes Gomes da Silva, os ensinamentos diacrônicos. E à Juliana Fagundes da Cunha Lage, Minha Eterna Senhoura-Namorada, a quem dediquei o meu trabalho. Meu precioso Amor, o Amor Palavreia, Musiqueia, Borboleta, Espreguiça e Beija com Olhos de Ressaca. O Amor é Humor, é Momento Inteiro, é Coincidência. O Amor é Sempre Soma, Desejo Ambíguo, Reticência... certamente, a sociedade colonialista mineira, após meu trabalho, olhará o Vale não com clemência, mas com respeito. E, certamente, esta dissertação incluirá o Vale no seleto grupo da Babel da crítica literária brasileira. Espero que venham outros tantos trabalhos. O Vale, definitivamente, vale mais do que dizem que pesa!